Precisa de ajuda?

+ 55 11 5420-1808
[email protected]

Livro Impresso

Baralho remando a favor da vida



psicologia, psicoterapia, saúde mental, oncologia, câncer, cuidados paliativos, terapia, psicologia clínica


Sinopse

O câncer entrou na minha vida quando nasci. Sou do signo de câncer! Será que já era uma influência astral em minha jornada existencial? Brincadeira ou não, fato é que 2011 foi o ano que o câncer realmente marcou de vez a minha história. Desde que recebi o diagnóstico de câncer de mama e vivenciei vários procedimentos clínicos nunca mais passei um dia sem pensar nessa fase, sentir minha cicatriz. Não falo só da cicatriz na mama esquerda, mas da cicatriz existencial. E como toda cicatriz, essa também tem sua premissa, história de indagações, incertezas, desejos e pulsões.
Tempo passou... Em 2023 descobri uma forma de viver com essa cicatriz de forma mais leve e prazerosa. Comecei a remar... Entreguei de corpo e alma à prática de remo em canoa havaiana.
O uso de remar em canoa havaiana originou-se na região da Polinésia há três mil anos como meio de levar vida para dentro as comunidades das ilhas do Oceano Pacifico, incluindo o Havaí. Usar canoa era essencial para a sobrevivência, tanto que os habitantes a considerava como um membro da família. Um membro que conduzia o grupo familiar para a pesca, explorar novos lugares e se defender.
Hoje, é uma forma de manter viva a cultura polinésia e é uma atividade esportiva, que na maioria das vezes é realizada em equipe. O início da remada é feito com a palavra “IMUA” que no vocabulário polinésio significa “sempre adiante” ou “força”. Remar em grupo é uma boa oportunidade para estreitar laços sociais, interagir com ambientes aquáticos e praticar atividade esportiva. É uma prática que integra corpo físico, estado emocional, dimensões sociais e culturais e, para alguns espirituais. Estimula muito uma experiência saudável de compartilhamento, responsabilidade e solidariedade.
Entrar na canoa, colocar o remo na água, buscar a sincronia, remar, sentir o vento, , apropriar-se do mar, ver a vida de outro ângulo, é muito gratificante e revigorante. Sim, curtir o balançar da canoa também auxilia no ato de revisitar e ressignificar as fases da minha jornada de vida, além do bem estar físico e mental.
Por tudo de bom que sinto ao empurrar a canoa, entrar no mar, em cada remada, cada risada, cada compasso e descompasso do remo na água, faça sol ou faça chuva, a canoa flui, a vida pulsa. A suavidade no deslizar da água tem muito a ver com meu sonho de vida, sob o meu comando e com determinação. Para a canoa deslizar é preciso remar. No silêncio do seu deslizar a canoa me ensina, possibilita escutar o não dito, desfrutar da pausa e superar os desafios. A conexão e a sinergia que envolve a remada nos embalam no bailar dos remos. A minha história continua sendo tecida no deslizar da canoa.
Pode acontecer de a canoa virar e, nessa situação, seguir as recomendações do instrutor, autoconfiança e serenidade ajuda muito para sair do inesperado tombo. Vivemos emoções boas e outras tensas. Evitar o tombo da canoa faz parte do aprendizado.
Com esse encantamento, paixão pela pratica de remar, hoje tenho a certeza que: remar a favor da vida, após o câncer, ficou mais suave, tornou-se uma boa opção para me manter mais ativa, viva.
Para remar a favor da vida, durante ou pós tratamento de câncer , o que vale nessa metáfora é ousar, não ter medo e seguir adiante, até porque passar pelo tratamento do câncer ou de qualquer outro desafio, tem surpresas, transformação, amadurecimento e superação. Aqui, remamos a favor da vida, o esforço nos impulsiona, mobiliza e não deixa a canoa parar.
Remar transcende o movimento da prática física, conecta com o meu sagrado. Por isso te faço um convite: venha se aventurar nessa nova jornada entre nesta canoa, que no primeiro momento, pode parecer furada, mas tudo pode ser diferente! Você é uma pessoa, mas não está sozinha. O dia pode até estar chuvoso, o mar agitado ou a calmaria monótona, porém o desfecho pode nos surpreender. Uma boa remadora ou remador não é a (o) mais forte, a (o) que rema mais rápido e sim a (o) que respeita o mar, a canoa, os outros participantes e, sobretudo, conhece seus limites.
Conte a sua história e faça o seu registro seguindo o seu coração, mas com a certeza de que é no meio da turbulência que descobrimos nossa força. Viva com vigor o quanto é importante ser protagonista e não meramente paciente nessa fase de grandes desafios. Use este material como desejar: para um momento de boas reflexões, compartilhamento de emoções numa roda de conversa e troca de impressões sobre o seu processo, que é singular. Nessa remada somos todos iniciantes, aprendizes de múltiplas transformações. Sinta-se vontade de ficar, de balançar seu mundo, recomeçar e partir. Não lute contra o tempo, viva o tempo, aqui e agora. Esta narrativa pertence a você!
Pode parecer tudo poético, mas remar a favor da vida, durante ou pós superação de grandes desafios, não é só para os corajosos e fortes ; é para quem ama viver. Remando descobri mais uma estratégia que me ajuda a enfrentar as infidelidades da vida e alcançar o que me realiza.

Metadado adicionado por ARTESÃ EDITORA em 18/12/2025

Encontrou alguma informação errada?

ISBN relacionados

--


Metadados adicionados: 18/12/2025
Última alteração: 27/03/2026
Última alteração de preço: 27/03/2026

Autores e Biografia

Bittencourt, Raquel Simplício Netto (Autor) - Psicóloga/UFMG, com especialização em Psicopedagogia/UNI-BH, Saúde Mental – Família e Comunidade e em Psicologia Organizacional e do Trabalho/IEC PUC Minas. Em 2020, concluiu o curso anual em Cuidados Paliativos e Tanatologia, promovido por SOTAMIG – Sociedade de Tanatologia e Cuidados Paliativos de Minas Gerais. É idealizadora da Coleção Mochila de Perguntas, que tem como objetivo estimular o público dos pequenos e grandes a descomplicar o universo das indagações, muitas das vezes, intituladas como impertinentes por causarem desconforto à maioria das pessoas. Desde 2013, desenvolve e apoia ações vinculadas à campanha de prevenção e conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Em 2016, foi homenageada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como uma das madrinhas do movimento Outubro Rosa. Em 2018, lançou seu primeiro livro: “Mochila de Perguntas: informações sobre o câncer ao alcance dos pequenos e dos grandes”. Em 2021, lançou seu segundo livro: Se não é carinho nem proteção, pode ser... Uma roda de conversa franca e responsável, com foco na prevenção ao abuso sexual infantojuvenil. Hoje ela rema no mar de Vila Velha e, com seu novo trabalho, te convida a sair da passividade em aceitar determinações impostas por fase de adoecimento, virar a página como protagonista e ser a(o) genuína(o) autora do seu enredo. ; Soares, Andrea Maria Sillveira (Ilustrador) - Artista plástica e ex-professora de Artes da PBH. Hoje atua com ilustração, aquarelas, micropigmentação e próteses estéticas. Desde 2018, após enfrentar o câncer, usa a arte como forma de reconstrução e expressão.

Áreas do selo: AutoajudaEducaçãoHumanidadesReligiãoSaúde, esporte e lazerTécnicos

Em junho de 2014 a Artesã Editora iniciou seu trabalho de representação e distribuição exclusiva e nacional dos livros da Editora CASA DO PSICÓLOGO, uma editora com mais de 30 anos de atuação no mercado editorial brasileiro e cerca de 600 títulos em seu catálogo editando conceituadas obras nas áreas de Psicologia e Pedagogia. Também é distribuidora das editoras Cia. de Freud e Diamante que possuem um leque variado de publicações. Atualmente a Artesã Editora prossegue em sua missão de oferecer aos profissionais de Psicologia e suas demais áreas afins acesso á informação científica, pertinente à formação e desenvolvimento destes profissionais através de suas obras e das obras de demais editoras que representa.

Saiba mais

Para acessar as informações desta seção, Faça o login.