Precisa de ajuda?

+ 55 11 5420-1808
[email protected]

Livro Impresso

Um mundo onde caibam muitos mundos
educação descolonizadora e revolução zapatista



Zapatismo, movimento zapatista, maya, povos maya, indigenas, etnia, minorias etnicas, rebeliao zapatista, ezln, chiapas, mexico, terra, saude, trabalho, educacao, escolas, exercito zapatista de libertacao nacional, comunidades autonomas zapatistas, tzotzil, educadores tzotzil, ecologia, colapso global, levante zapatista, levante de primeiro de janeiro de1994, Selva Lacandona, manifestacao, antiglobalizacacao, amerindios, povos, povos amerindios, 1994, zapata, indigena, autonomia, autogestao, autogoverno, autodeterminacao, globalizacao, revolta, rebeliao, levante, plurinacionalismo, plurinacional


Sinopse

Os povos Maya nos oferecem, com o Movimento Zapatista, o melhor exemplo contemporâneo de uma insurreição bem sucedida contra o monstro bicéfalo Estado-Mercado que oprime as minorias étnicas e outras do planeta. Um exemplo que inspira e desafia, não um modelo imóvel que se copia e se “aplica”. Pois o zapatismo segue incansavelmente se reinventando, trinta anos após o levante de 1º de janeiro de 1994. O livro de Ana Paula Morel, indo além dos comunicados oficiais do Movimento, descreve a intensa dinâmica intelectual do cotidiano das comunidades autônomas zapatistas. A autora viveu em Chiapas e foi aluna de espaços educativos indígenas, propondo uma experimentação com a “imaginação conceitual” de educadores tzotzil. As teorias educativas indígenas zapatistas realizam uma poderosa crítica do capitalismo enquanto “des-lugarização”, a separação das pessoas de seus lugares, a abstração violenta dos vínculos constitutivos de todos os povos indígenas, a começar pela relação destes com a terra — e, portanto, com a Terra.

O livro traz ainda uma reflexão sobre o urgente chamado zapatista ao advento de “um mundo onde caibam muitos mundos” — lema que não só exprime a solidariedade entre os múltiplos mundos que se veem diante do colapso ecológico global, como propõe uma transformação radical dos pressupostos metafísicos que habilitaram o Antropoceno. Como dizem as Declarações da Selva Lacandona, é preciso que as palavras verdadeiras caminhem pelos muitos mundos que queremos.
– Eduardo Viveiros de Castro





O belo livro de Ana Paula Morel retrata e celebra, no marco dos 30 anos do levante de primeiro de janeiro de 1994, uma das experiências políticas e existenciais mais apaixonantes e entusiasmantes das últimas décadas. Naquele dia, o México dos de baixo desvalando o país oficial que acreditava estar entrando no ‘primeiro mundo’ com o acordo norte-americano de livre comércio (NAFTA).

Das profundezas da Selva Lacandona, do recalque de um país e continente indígenas, brota um fantástico experimento criativo, que inspira desde então inúmeros movimentos em todo o planeta, desde as manifestações antiglobalização às rebeliões dos povos ameríndios passando por uma miríade de lutas urbanas. Escucharon? Um levante dos olvidados e permanentemente perseguidos e reprimidos. Deslocando sinais, em 1994 empunham as armas para abrir espaços de sobrevivência e subsistência. Em 2012, fazem a marcha do silêncio (ecoando outra, de 1968 na capital) para erguer as vozes mayas. Colocam o capuz para mostrar os corpos da dignidade coletiva. A derrubada em 1992 (no dia em que se completavam cinco séculos de colonização) da estátua de Colombo em San Cristóbal de las Casas anuncia o novo mundo zapatista e a ruína da guerra monocultural suicidária capitalista.
– Jean Tible

Metadado adicionado por Autonomia Literária em 18/03/2026

Encontrou alguma informação errada?

ISBN relacionados

--


Metadados adicionados: 18/03/2026
Última alteração: 18/03/2026

Autores e Biografia

Morel, Ana Paula (Autor) - Ana Paula Morel é antropóloga, educadora popular e mãe da Rosa. Trabalhou com Educação Popular em Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). É doutora em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ, sob orientação do Prof. Eduardo Viveiros de Castro, o que a levou a viver um ano em Chiapas junto ao movimento zapatista. Neste período, foi pesquisadora visitante do Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), no México. Foi vencedora do VII Prêmio Victor Vicent Valla, da Rede Unida. Atualmente, é professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde coordena projetos de extensão popular e atua na Pós-Graduação em Educação. Tem publicações sobre Autonomias e Cosmopolíticas, Educação Popular em Saúde, Educação Libertária, Questões Indígenas e Educação.; Beloni, Manuela (Editor) , Ameni, Caue Seignemartin (Editor) , Albuquerque, Hugo (Editor) , Fróes, Danielle (Diagramador) , Correa, Rodrigo (Capista) , Ohlson, Marcia (Revisor)

Para acessar as informações desta seção, Faça o login.