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Livro Impresso

Crimes exemplares



Absurdos; Banalidade; Violência


Sinopse

Valendo-se de uma lógica por vezes desconcertante, em um texto telegráfico no qual se entrelaçam humor e ironia, Max Aub (1903-1972) trata neste livro do mais inaceitável ato violento: a aniquilação do outro mediante o crime. 'Crimes exemplares' é um compêndio de testemunhos anônimos que mostram os motivos absurdos e ao mesmo tempo razoáveis que levaram seus autores a cometê-los. Para ilustrar esta edição, Liniers, autor da tira Macanudo, deixa de lado seu lado mais contido e pinta em traços rápidos, como punhaladas. Através de histórias curtas reunidas sem a preocupação de formar um corpo único, Crimes exemplares prende a atenção. Não há espaço para monotonia e longas reflexões de cunho ético e moral. A violência extrema surge como uma reação natural e cotidiana. A banalidade do ato reflete-se na concisão da escrita e no sarcasmo de sua justificativa. Afinal, como o próprio Max Aub adverte nas primeiras linhas desta obra, "não existem tantos crimes como dizem, embora sobrem razões para cometê-los".

Metadado adicionado em 22/01/2026

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Metadados adicionados: 22/01/2026
Última alteração: 01/04/2026
Última alteração de preço: 01/04/2026

Autores e Biografia

Aub, Max (Autor) - "Max Aub, escritor espanhol nascido em Paris, de avós alemães. Seus netos são ingleses e mexicanos." Essas poucas palavras do próprio Aub condensam o percurso que seus passos traçaram para contornar, de exílio em exílio, as desgraças da época que lhe coube viver. Depois da Primeira Guerra Mundial, mudou-se com a família para Valência, onde residiu até o início da Guerra Civil Espanhola, fato que forçou seu regresso à França. Ali foi denunciado como comunista, preso e deportado para a Argélia, onde passou meses detido no campo de concentração da Djelfa, até que em 1942 conseguiu embarcar para o México. Embora não seja sua língua materna, sempre se reconheceu no profundo rastro que o espanhol imprimiu nele ("Você é de onde faz o secundário", dizia de si mesmo), e foi essa língua, com fortes traços mexicanos - não por nada o México o abrigou por mais de trinta anos -, que trabalhou em sua escritura. Que o trabalhou. ; Liniers (Ilustrador) - Suas primeiras leituras foram as tiras de Mafalda e Tintin. Influenciado precocemente pelo mundo dos quadrinhos - Quino, Oesterheld e Spiegelman, entre outros -, em 2002 começou a publicar a tira Macanudo, na qual aparecem estranhos personagens que conquistaram grande popularidade (o misterioso homem de preto, Enriqueta e seu gato Fellini, e até o próprio Liniers, que desenha a si mesmo como um coelho). Em 2008 fundou, com sua mulher, Angie Del Campo, La Editorial Común, dedicada à publicação de novelas gráficas. Em 2012, Ricardo Liniers Siri recebeu na Argentina o Prêmio Konex - Diploma ao Mérito, como um dos melhores humoristas gráficos da década. Seus trabalhos foram traduzidos para diversos idiomas, o que lhe valeu grande projeção artística no âmbito internacional. Nestes Crimes exemplares, as ilustrações de Liniers dialogam com o grotesco e o humor negro: "Minha intenção aqui foi desenhar a violência com violência. Abandonei meu estilo mais contido e decidi pintar em preto e verm ; Molina, Sérgio (Tradutor)

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