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Livro Impresso

IA: grande substituição ou complementaridade?



tecnologia e sociedade, ética digital, futuro do trabalho, transformação digital, filosofia da tecnologia, humanismo, sociedade digital, inovação tecnológica, democracia e tecnologia, impactos da tecnologia


Sinopse

Como pensar o futuro em meio à rápida ascensão da inteligência artificial? Nesta obra, Luc Ferry propõe compreender, em profundidade, os debates que hoje mobilizam os pesquisadores e imaginar um horizonte em que humanos e IA possam coexistir em complementaridade. Além de diagnosticar uma revolução em curso, o livro aponta para a urgência de um novo projeto político e intelectual capaz de acompanhar as transformações do nosso tempo.

Metadado adicionado por Editora Vozes em 10/07/2026

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Metadados adicionados: 10/07/2026
Última alteração: 21/07/2026

Autores e Biografia

Ferry, Luc (Autor) - Nascido em Paris, em 1951, Luc Ferry é um dos filósofos franceses mais lidos da atualidade, reconhecido por obras que trouxeram a filosofia de volta ao cotidiano. É doutor em Ciência Política pela Universidade de Reims, onde atuou como professor. Um dos principais defensores do humanismo secular – visão de mundo que se contrapõe à religião –, por conta de seu compromisso com o uso da razão crítica, em vez da fé, na busca de respostas para as mais importantes questões humanas.; Lopes, Idalina (Tradutor)

Sumário

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
As sete questões abordadas neste livro 9
Desempenhos que ninguém havia previsto:
Qual a explicação? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
A IA é capaz de ser criativa tanto na medicina
quanto nas artes, nas ciências e nas letras? . . . . . . . . . 14
Rumo ao fim do trabalho assalariado? . . . . . . . . . . . . 15
Acelerar para “progredir” ou desacelerar para regular? O debate decel versus e/acc . . . . . . . . 17
Rumo às máquinas dotadas de consciência e de emoção . . . . . . . . . . . . 19
A IA vai realmente nos tornar imortais? . . . . . . . . . . . 22
Conclusão: Correr para as montanhas? O grande
medo dos intelectuais. Separar o joio do trigo . . . . . . 24
1 DESEMPENHOS QUE NINGUÉM HAVIA PREVISTO
O monopólio humano questionado? 27
1.1 Desempenhos espetaculares que ninguém havia previsto há dez anos nas áreas que até então pensávamos pertencer aos humanos . .. . . . . . . . 30
1.2 Um quociente intelectual superior ao de 99% dos humanos . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
1.3 As razões fundamentais que explicam a surpresa até dos melhores especialistas diante desses desempenhos inesperados… . . . . . . . . . . . 47
1.4 Progressos que despertam medo ou ironia… Uma falsa tranquilidade não é a solução, pois os erros cometidos pelas máquinas ocorrem na maioria das vezes por causa dos preconceitos e dos vieses dos humanos… . 51
1.5 Do que estamos falando exatamente e em que sentido podemos falar de “inteligência” quando se trata de máquinas desprovidas de consciência e de emoções? . 55
2 A QUESTÃO DA CRIATIVIDADE DA IA
Uma arte sem artistas, uma medicina sem médicos,
uma literatura sem “escritores”? 65
2.1 Uma arte sem artistas? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
2.2 Uma medicina sem médicos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
2.3 Uma literatura sem escritores, uma filosofia sem filósofos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
3 EMPRESAS SEM TRABALHADORES HUMANOS?
Rumo ao fim do trabalho assalariado? Boa ou má notícia? 125
3.1 A questão de fato. A antinomia do fim do trabalho I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
3.2 A questão de fato. A antinomia do fim do trabalho II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
3.3 Da questão de fato à questão de direito . . . . . . . . . . . 149
3.4 A antinomia do fim do trabalho: Céu ou inferno na terra? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
3.5 A questão do impacto da IA sobre o trabalho no mundo escolar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
4 REGULAÇÃO: “DECELS” VERSUS “E/ACC ”
Desacelerar para regular ou acelerar para construir um
novo “futuro radiante”? 181
4.1 Os argumentos dos partidários de uma moratória destinada a enquadrar a IA no plano moral, jurídico e político . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184
4.2 Onze temas de reflexão fundamentais sobre a regulação da IA . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
4.3 Quatro medidas a serem implementadas com urgência . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
4.4 A crítica dos decels pelos e/acc: No contexto da competição globalizada, a ideia de moratória não tem sentido algum… . . . . . . . . . . . . . . . 208
4.5 Por que a doutrina dos e/acc está se tornando a ideologia dominante no Vale do Silício: Uma nova face do “futuro radiante” será em breve possível
graças à IA! Os quatro pontos fundamentais da doutrina e/acc . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209
4.6 O Techno-Optimist Manifesto, de Marc Andreessen, ou como reciclar, na busca do Graal da IA, os clichês mais batidos do neoliberalismo de Hayek . . . . . . . . . . . 216
4.7 Um otimismo tecnocientífico que se junta ao ideal “solucionista” já ostentado pelos donos das Gafam . 221
4.8 Como a ideologia solucionista-otimista-tecnófila confunde indevidamente a razão instrumental ou computacional (técnica) com a razão objetiva ou
prática (ética e política) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
4.9 Como a confusão entre razão instrumental e razão objetiva conduz o otimismo tecnófilo a afastar-se tragicamente das questões trazidas pelo mundo
da técnica . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227
5 ABANDONAR O CORPO PARA ENTRAR NA ETERNIDADE
O grande projeto metafísico do pós-humanismo 233
5.1 Do transumanismo ao sonho pós-humanista: Desfazer-se do próprio corpo para se fundir na eternidade da noosfera… .. . . . . . . . . . . . . . . . 233
5.2 As sete etapas para a eternidade . . . . . . . . . . . . . . . . . 237
5.3 Noosfera ou vermes? Ambos, meu general! . . . . . . . 244
5.4 A genialidade do cristianismo, nos antípodas da eternidade desencarnada prometida pelos e/acc . . . 247
5.5 Um espinosismo revisitado e “aumentado” à moda da IA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250
5.6 Não, o transumanismo não é o primeiro passo do pós-humanismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254
6 MÁQUINAS DOTADAS DE CONSCIÊNCIA E DE EMOÇÕES?
A IA generativa vai se tornar “forte” um dia? 259
6.1 Aqueles que acreditam nisso e por que acreditam . . 265
6.2 Aqueles que não acreditam nisso e por que
não acreditam . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 297
6.3 Determinismo ou livre-arbítrio? . . . . . . . . . . . . . . . . 312
CONCLUSÃO
Pensar e preparar o mundo de depois 323
Declinologia e progressofobia são facilidades
que impedem a separação do joio do trigo . . . . . . . . 326
REFERÊNCIAS 331



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