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Rítmica marítima — água como matéria para a escrita de poemas



pesquisa, poesia, ritmica


Sinopse

Em uma fusão entre teoria e poesia, Rítmica marítima investiga a água como matéria primordial da criação e do ritmo de poemas. Júlia Vita constrói um aporte teórico à sua própria escrita, ao mesmo tempo em que estabelece diálogos com autorias contemporâneas que ampliam e fundamentam o tema, com ênfase na produção feminina e brasileira. Em aproximação a pensadores como Gastón Bachelard, Octavio Paz e Henri Meschonnic, e em sintonia com movimentos latino-americanos que reivindicam a natureza como sujeito de direitos, a obra revela como a imaginação criativa é atravessada pelas forças da natureza. Nesse contexto, propõe a observação de desastres ambientais que marcaram o Brasil nos últimos tempos, como vazamentos de óleo no litoral e rompimentos de barragens de mineração, como quebras rítmicas a serem expressas em poemas que buscam abordar os ritmos dessas águas.

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"Com sensibilidade rara e uma atenção que opera com exuberância nos escoamentos da matéria água entre teoria e poesia, Júlia Vita nos oferece, com Rítmica marítima, um trabalho poderoso — aporte bibliográfico tanto para poetas e escritores quanto para pesquisadores.
Sua abordagem do tema — ágil e caudalosa, como fazendo rebrilhar nas páginas do livro certa premência aquática — explora sobretudo a relação entre água e ritmo, considerando os efeitos disso em termos de criação poética e projeto estético, no que se destacam o modo como pensa a própria obra e o diálogo que estabelece com colegas na produção literária sobretudo feminina brasileira.

Num percurso fascinante, Rítmica marítima enche os olhos em muitos sentidos. Por um lado, não se furta a uma investigação mais conceitual do assunto — com Gastón Bachelard, Octavio Paz (nos ensaios) e Henri Meschonnic, entre outros. Por outro, não perde de perspectiva o chamado de pele (às vezes como cadência, às vezes como quebra) próprio à natureza do elemento, buscando compreender, inclusive, como os desastres ambientais que tivemos nos últimos anos perpassam a linguagem.

“Atravessa-se um livro/ como se cruza um rio/ as palavras/ são as pedras a que se agarrar/ impedem o naufrágio”, diz a poeta Cristina Peri Rossi. Digo eu, tendo lido estas páginas."

Mar Becker
Escritora

Metadado adicionado por Sophia Editora em 23/07/2026

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Metadados adicionados: 23/07/2026
Última alteração: 23/07/2026

Autores e Biografia

Vita, Júlia (Autor)

Sumário

Apresentação | Página 14
1. Mergulho etimológico: uma introdução
ao ritmo e à mítica | Página 22
1.1. Ritmo, magia e analogia | Página 27
1.2. Ritmo: natureza ou sujeito? — que sujeito? | Página 31
2. Água, ritmo e respiração | Página 44
2.1. Vertere, voltar: um retorno ao verso marinho | Página 54
2.2. Água na boca: salivando palavras líquidas | Página 64
3. Imaginação criativa, imaginação material:
imagens líquidas | Página 70
3.1. Salto argiloso: que água, que ritmo? | Página 83
3.2. Águas pesadas, quebra de ritmo | Página 92
Considerações finais | Página 144
Agradecimentos | Página 150
Posfácio | Por Bruno Jalles | Páguna 152
Bibliografia | Página 158



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