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Livro Impresso

Bestiário de Brandônio - Fauna maravilhosa no Brasil do século XVII



Descrições e viagens; Obras anteriores a 1800; Brasil; Xilogravura brasileira


Sinopse

Este Bestiário reúne trechos da obra Diálogo das grandezas do Brasil, de autoria atribuída ao português Ambrósio Fernandes Brandão, com xilogravuras do artista pernambucano J. Borges. Nesta edição, privilegiam-se os comentários do personagem Brandônio que ajudam a localizar em seus territórios os animais agrestes e domésticos do ar, das águas e da terra. As xilogravuras de J. Borges costuram um livro orgânico tal qual a natureza. Essas ilustrações remontam a experiência do passado colonial, dando a impressão de serem contemporâneas do próprio Bestiário.

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Metadados adicionados: 12/01/2026
Última alteração: 01/04/2026
Última alteração de preço: 01/04/2026

Autores e Biografia

Brandão, Ambrósio Fernandes (Autor) - Ambrósio Fernandes Brandão Do português Ambrósio Fernandes Brandão, mais do que provável autor do Diálogo das grandezas do Brasil, sabe-se que era um cristão-novo, comerciante, cobrador de dízimos, capitão de mercadores e proprietário de engenhos. É possível que fosse natural do Algarve. Em duas ocasiões foi denunciado ao Santo Ofício por práticas judaizantes, a segunda vez no Brasil, onde viveu por 25 anos; em Pernambuco, de 1583 a 1597 e, depois de uma década em Lisboa, na Paraíba, entre 1607 e 1618. Desse ano, que pode ter sido o de sua morte, data o Diálogo, obra anônima que só seria descoberta e publicada parcialmente no século XIX e atribuída a Fernandes Brandão no século seguinte por Capistrano de Abreu e Gonsalves de Mello. O texto evidencia os amplos conhecimentos humanísticos do autor sobre mitologia, filosofia, ciências naturais e cosmografia. Na opinião de José Honório Rodrigues, suas páginas “são documentos capitais do século XVII e constituem a crônica mais positiva, a descrição mais viva, o flagrante mais exato da vida, da sociedade, da economia dos moradores do Brasil”. De 1623 em diante, o rastro de Brandão se perdeu. Sabe-se que, após sua morte, os engenhos de sua propriedade foram confiscados de seus herdeiros pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Restaram seus diálogos, que testemunham seu fascínio pela terra brasileira. ; Borges, José Francisco (Ilustrador) - José Francisco Borges é um dos maiores artistas populares da América Latina e uma figura emblemática da tradição do cordel, “folhas soltas” vendidas em mercados com textos e imagens que contam histórias extraordinárias. Ele entrou na escola aos 12 anos de idade, mas abandonou os estudos após dez meses para trabalhar como pedreiro, ceramista, pintor, carpinteiro e vendedor ambulante. Sem quase nenhuma educação formal, J. Borges alfabetizou-se para ler versos de cordel e, em 1964, publicou sua primeira obra no gênero: O encontro de dois vaqueiros no Sertão de Petrolina, que foi seguida por mais de duzentos cordéis até hoje. Em 1993, ilustrou As palavras andantes, do escritor uruguaio Eduardo Galeano, e em 2016 O lagarto, do Prêmio Nobel de Literatura José Saramago. Sua obra, apreciada em todo o mundo, teve exposições na Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, México, Portugal e Suíça. Em 1990, J. Borges recebeu a Medalha de Honra ao Mérito da Fundação Joaquim Nabuco; em 1999, a Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República; em 2000, o Prêmio Cultural da Unesco na categoria Ação Educativa/Cultural; e, em 2006, foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Atualmente, vive em sua cidade natal, onde ensina a arte da xilogravura a sua família.

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