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Se não for pra incomodar, nem chame Exu
orpo, axé e epistemologia nas tradições afro-brasileiras



Epistemologia decolonial, Candomblé, Religiões Afro-brasileiras, Axé, Oralidade, Corporeidade, Resistência, Racismo Religioso, Ciência da Religião, Etnografia, Encruzilhada.


Sinopse

Em Se não for pra incomodar, nem chame Exu, Marina Correa propõe um giro epistêmico a partir de sua própria experiência no Terreiro Ilé Axé Alaroke, em Sergipe. Ela combina rigor acadêmico e sensibilidade antropológica quando atravessa os limites da etnografia convencional para construir uma epistemologia que nasce do corpo, da oralidade e da memória – memória que é de ancestralidade e de resistência. A obra reivindica uma crítica importante à colonialidade do saber e ao cristianismo como matriz moral dominante e propõe outra gramática do sagrado, aquela em que o axé organiza o conhecimento. E esse é, inclusive, um presente-bônus que Marina deixa à pessoa leitora: um glossário de termos fundamentais para compreender o universo simbólico-espiritual do Candomblé, com significados enraizados em sua matriz iorubá.

Num diálogo com autoras como Veena Das, Maria Lugones e Jeanne Favret-Saada, Marina ainda oferece a contribuição valiosa de pensar as religiões afro-brasileiras para além da captura eurocêntrica, devolvendo-lhes sua densidade simbólica e política. Nesse sentido, o que você agora tem em mãos é mais do que um livro, é um convite para escutar o que a encruzilhada tem a dizer e, sobretudo, para deixar-se transformar por ela.
Giovanna Sarto
Editora da Editora Recriar

Metadado adicionado por Editora Recriar em 19/06/2026

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Metadados adicionados: 19/06/2026
Última alteração: 22/06/2026

Autores e Biografia

Correa, Marina (Autor) - Marina Aparecida Oliveira dos Santos Correa é Doutora e Mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com concentração na área de Religião e Sociedade. Realizou três estágios de pós-doutorado: na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e na Universidade Federal de Sergipe (UFS). É graduada em Direito e Sociologia, o que contribui para uma abordagem interdisciplinar em suas pesquisas. Atua como membra ativa de diversas redes e grupos de pesquisa, incluindo a Rede Latino-Americana de Estudos Pentecostais (RELEP), o Centro de Estudos de História da Igreja na América Latina (CEHILA), o Grupo de Estudos Protestantismo e Pentecostalismo (GEPP – PUC-SP), o Grupo de Pesquisa Religião e Política: Teologia do Domínio e Interfaces (PUC-SP) e o Grupo de Pesquisa Mandrágora/Netmal (UMESP). Seus estudos concentram-se na interseção entre religião, sociedade e cultura, com ênfase nas dinâmicas do pentecostalismo, protestantismo e suas implicações sociopolíticas no Brasil e na América Latina. Marina é autora de “Dinastias assembleianas: sucessões familiares nas Igrejas das Assembleias de Deus no Brasil” e “Assembleia de Deus: ministérios, carisma e o exercício do poder” (3ed), ambos os livros publicados pela Recriar em 2020; dentre outras diversas obras, artigos e capítulos de livro com destaque acadêmico.

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