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João Cândido e a revolta da chibata



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Sinopse

"""Aqui neste convés, o nosso colega Marcelino recebeu 250 chibatadas. Haja o que houver, meus camaradas, isso não acontecerá novamente. Vamos fazer agora um juramento. Cada um para o seu deus, cada um para o seu orixá. Custe o que custar, Marcelino Rodrigues Menezes será o último marinheiro chicoteado em um navio brasileiro.”

Esta narrativa emocionante reconstrói a história de João Cândido, o “almirante negro”. Filho de escravizados e exímio navegador, ele foi o líder da Revolta da Chibata – levante ocorrido no Rio de Janeiro em 1910, reunindo marinheiros brasileiros que se recusavam a aceitar a injustiça dos castigos corporais e a opressão ditada pela cor de suas peles.


Rio de Janeiro, 1910. O Brasil acaba de modernizar sua esquadra. É agora um dos três países do mundo a ter embarcações do tipo encouraçado – poderosos navios de guerra, considerados fortalezas flutuantes. Mas, a bordo, os praças (a maioria afro-brasileiros e mestiços) são submetidos por oficiais (a maioria brancos) ao castigo da chibatada, resquício da escravidão. Após mais um companheiro ser pública e cruelmente supliciado no convés, João Cândido Felisberto, filho de escravizados e militar da Marinha, lidera a Revolta da Chibata. Durante cinco dias, mais de dois mil marinheiros revoltosos se apossam de dois encouraçados e outros navios de guerra, e mantêm a cidade do Rio de Janeiro, então capital do país, sob a mira dos canhões. Eles reivindicam a abolição das degradantes punições físicas nos navios da Marinha.
O romance revisita este episódio emblemático da nossa história e reconstrói de forma impecável os tempos da República Velha. Apresenta João Cândido como"

Metadado adicionado por L&PM em 28/05/2026

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Metadados adicionados: 28/05/2026
Última alteração: 01/06/2026

Autores e Biografia

Cheuiche, Alcy (Autor) - "Alcy José de Vargas Cheuiche nasceu em Pelotas em 1940. Aos quatro anos mudou-se para Alegrete e viveu lá até ingressar na faculdade de veterinária, em Porto Alegre, no final dos anos 50. Estudou também na França, Alemanha e Bélgica. Publicou os seguintes livros, entre romances, crônicas, peças e poesias: A mulher do espelho (Sulina/AGE), Lord Baccarat (AGE), Ana sem Terra (Sulina), O mestiço de São Borja (Sulina/AGE), A Guerra dos Farrapos (Prêmio Literário “Ilha de Laytano”, Mercado Aberto), Sepé Tiaraju: romance dos Sete Povos das Missões (AGE), Sepé Tiaraju – Revista didática (em quadrinhos, Martins Livreiro), O gato e a revolução (AGE), O planeta azul (crônica), O pecado original (tea­tro – Mercado Aberto), Meditações de um poeta de gravata (poesia), Entre o Sena e o Guaíba (teatro), Versos do Extremo Sul (poesia), Nos céus de Paris – o romance da vida de Santos Dumont (L&PM Editores, 1998). Os livros Ana sem Terra e Sepé Tiaraju foram traduzidos para o alemão (Erlagen, Alemanha) e para o espanhol (Banda Oriental, Uruguai), João Cândido, o almirante negro (L&PM Editores, 2010) e Com sabor de terra (L&PM Editores, 2011). Alcy Cheuiche já foi patrono de feiras do livro em Alegrete, Caçapava do Sul, Gramado, Gravataí, Porto Alegre (2006) e São Sepé. No ano de 2011, foi patrono da Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul. Pertence à Academia Rio-Grandense de Letras e é sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores" ; Fraga, Gilmar (Ilustrador)

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