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Melhores poemas Álvares de Azevedo



Amor, Solidão, Juventude


Sinopse

Álvares de Azevedo deixou entre os seus contemporâneos a ideia de um gênio, cuja morte prematura, aos 20 anos de idade, impediu a plena realização de suas possibilidades. A espontaneidade foi, sem dúvida, um dos traços marcantes do poeta paulista, que mesmo sem atingir a genialidade, deixou uma obra formidável, espécie de súmula das inquietações e desejos dos jovens românticos de 1850.
Quais eram essas inquietações? Em primeiro lugar o amor, a aproximação entre os sexos, dificultada e até obstruída pela rígida moral patriarcal. Assim, o simples e humano ato de amar assumia, por vezes, um sentido de transgressão, muito presente na obra do nosso poeta, seja no plano social, seja no psicológico.
O amor estava sempre ligado ao mais desbragado sentimentalismo. Era uma das atitudes bonitas da época, frequentemente corroída por momentos de cinismo e amargura, quase sempre de inspiração livresca. Álvares de Azevedo intoxicou a sua literatura com os venenos sutis destilados das obras do amargo Byron, do melancólico Musset, do pessimista Leopardi.
Ainda bem que tinha em si mesmo um contraveneno poderoso, o seu admirável senso de humor, que o levava a zombar até da morte, como no poema O Poeta Moribundo, desenvolvido "na craveira da mais franca piada", como observa Antonio Candido no prefácio. Álvares de Azevedo, 150 anos depois de sua morte, continua capaz de comover e encantar o leitor. O que mais pedir a um poeta?

Metadado adicionado por Grupo Editorial Global em 06/04/2026

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Última alteração: 06/04/2026

Autores e Biografia

Azevedo, Álvares de (Autor) - Álvares de Azevedo - Nasceu em 1831, em São Paulo. Filho de família ilustre, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1833. Em 1848, entrou para a Faculdade de Direito de São Paulo. Tendo uma vida literária intensa. Fortemente influenciado por Lord Byron e Musset, inseriu em suas poesias elementos da linguagem desses escritores. A melancolia e a presença constante da morte foram seus temas recorrentes. Entre 1851 e 1852, manifestou-se a tuberculose, agravada por uma lesão ocasionada numa queda de cavalo. Morreu em 25 de abril de 1852. Alguns de seus poemas encontram-se em Melhores Poemas Álvares de Azevedo, com seleção e prefácio de Antonio Candido, e Roteiro da Poesia Brasileira – Romantismo, com seleção e prefácio de Antonio Carlos Secchin, ambos publicados pela Global Editora.; Candido, Antonio (Prefácio)

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