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Livro Impresso

Dupin! (Edgar Allan Poe)



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Sinopse

Embora Auguste Dupin não seja propriamente um detetive, e sim um jovem cavalheiro parisiense, as três histórias aqui reunidas — “Os assassinatos na rua Morgue” (1841), “O mistério de Marie Rogêt” (1842-43) e “A carta furtada” (1844) —, as únicas protagonizadas por ele, são os marcos inaugurais da chamada “literatura policial”. A influência do personagem de Edgar Allan Poe sobre este gênero literário é admitida por todos os mestres que o sucederam, entre eles Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, e Maurice Leblanc, autor do “ladrão de casaca” Arsène Lupin. Unindo observação aguda e análise imaginativa, Auguste Dupin intriga e surpreende até hoje, fazendo da investigação criminal uma arte sutil e filosófica.


“Onde estava a literatura policial antes de Poe dar a ela o sopro da vida?” (Arthur Conan Doyle)


“Poe inventou a história policial. Dupin é o primeiro detetive e todos os outros derivam dele.” (Jorge Luis Borges)


“A história de detetive, tal como criada por Poe, é algo tão especializado e tão intelectualizado quanto um enigma de xadrez.” (T. S. Eliot)

Metadado adicionado por Editora 34 em 29/05/2026

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Metadados adicionados: 29/05/2026
Última alteração: 29/05/2026

Autores e Biografia

Poe, Edgar Allan (Autor) -

Edgar Allan Poe (1809-1849) foi um escritor, poeta, crítico literário e editor norte-americano, considerado uma das figuras centrais do romantismo sombrio. Nasceu em Boston e ficou órfão muito cedo, sendo criado pela família Allan, de quem adotou o sobrenome. Teve uma juventude marcada por conflitos pessoais, dificuldades financeiras e problemas com álcool. Poe destacou-se sobretudo pelos contos, nos quais explorou o terror psicológico, o mistério e o macabro com grande rigor formal. É reconhecido como um dos criadores do conto policial moderno, com as histórias reunidas neste volume: “Os assassinatos na rua Morgue” (1841), “O mistério de Marie Rogêt” (1842-43) e “A carta furtada” (1844). Poe também exerceu influência decisiva no desenvolvimento da literatura de horror e da ficção científica. Como poeta, alcançou fama duradoura com “O corvo” (1845). Atuou ainda como crítico literário, defendendo critérios estéticos rigorosos e a ideia da “unidade de efeito”, segundo a qual uma obra literária deve ser breve e cuidadosamente construída para que todos os seus elementos produzam um único e intenso efeito emocional no leitor. Sua vida foi curta e bastante turbulenta. As causas de sua morte, aos quarenta anos de idade, em Baltimore, jamais foram explicadas.

; Hubner, Alexandre (Tradutor) -

Alexandre Hubner é formado em Ciências Sociais e, desde 2001, trabalha como tradutor literário, tendo vertido para o português obras de Herman Melville, V. S. Naipaul, Isaac Bashevis Singer e Philip Roth, entre outros autores de língua inglesa. Entre 2019 e 2022 foi aluno do curso Formação de Escritores e Especialistas em Produção de Textos Literários, do Instituto Vera Cruz, concluído com a apresentação da novela intitulada “Lazarento: uma confissão”. Desde abril de 2022 vive num sítio em Catuçaba, no município de São Luiz do Paraitinga, onde, entre uma tradução e outra, se dedica a atividades agroecológicas. Para esta edição, traduziu o conto “Os assassinatos na rua Morgue”.

; Ajzenberg, Bernardo (Tradutor) - Bernardo Ajzenberg é escritor, tradutor, editor e livreiro. Publicou, entre outros livros, A Gaiola de Faraday (2002, prêmio da Academia Brasileira de Letras), Homens com mulheres (2005), Olhos secos (2009), Minha vida sem banho (2014, prêmio Casa de las Américas), Gostar de ostras (2017) e Inveja e outras histórias (2023). Como tradutor, recebeu o prêmio Jabuti em 2010, pela tradução de Purgatório, de Tomás Eloy Martinez, e o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), em 2023, pela tradução do francês de Bíblia: as histórias fundadoras, também da coleção Fábula. É proprietário do sebo Tucambira, em São Paulo, e sócio da editora Seja Breve. Traduziu os contos “O mistério de Marie Rogêt” e “A carta furtada”.; Tellaroli, Sergio (Tradutor) -

Sergio Tellaroli graduou-se em alemão e inglês (FFLCH-USP). Desde 1989 é editor, parecerista, redator e tradutor literário. Como editor assistente, trabalhou nas editoras Ática e Companhia das Letras, e, como editor-chefe, na editora Conrad. Desde 1990, vem atuando sobretudo como tradutor literário, vertendo para o português, entre outros, Elias Canetti, Thomas Bernhard, Robert Walser, Sigmund Freud e Franz Kafka. Traduziu o posfácio “Dupin, ou a invenção do detetivesco”.

; Kalka, Joachim (Posfácio)

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