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Dimensões do tempo: diásporas africanas e tessituras históricas



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Sinopse

Pensar o tempo é interrogar a própria condição humana. Nesta obra, Marialva Barbosa e Ana Regina Rêgo propõem uma travessia por temporalidades plurais que desafiam a linearidade ocidental. Entre filosofia, história, comunicação e pensamento africano, o livro revela o tempo como experiência viva, circular e espiralar – ritmo que conecta passado, presente e futuro. Dialogando com Kagame, Fu-Kiau, Mudimbe, Sodré, Martins e Nêgo Bispo, além de Pomian, Koselleck, Ricoeur e muitos outros e outras, as autoras entrelaçam cosmopercepções e regimes de historicidade distintos, afirmando a força epistêmica das diásporas africanas. Dimensões do tempo: diásporas africanas e tessituras históricas convida à escuta das ancestralidades e à reflexão sobre as formas de existir, resistir e lembrar num mundo que ainda tenta aprisionar o tempo em uma única direção. Mais do que um estudo sobre o passado, o livro propõe uma reconfiguração das relações entre tempo, memória e ancestralidade, tomando as epistemes africanas como um campo vivo de produção de sentido.

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Última alteração: 11/02/2026

Autores e Biografia

Barbosa, Marialva (Autor) - Marialva Barbosa é professora titular de Jornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutora e mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar). Em 2008, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, categoria “Maturidade Acadêmica”. Atuou como Professora Visitante Sênior na Universidade Nova de Lisboa (2021/2022) e na Universidade Fernando Pessoa (2021/2022), com bolsa do projeto Capes-PrInt. É esquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Cientista do Nosso Estado da Faperj. ; Rêgo, Ana Regina (Autor) - Ana Regina Rêgo é professora do curso de Jornalismo e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Piauí (PPGCOM/UFPI). Doutora em Processos Comunicacionais pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp); mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou estágios de pós-doutoramento na Escola de Comunicação da UFRJ e na Universidad de Sevilla. Foi presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar) e da Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom). Criou e coordenou a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD-Brasil). Recebeu o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação na categoria “Liderança Emergente” em 2016, e em 2025 na categoria “Maturidade Acadêmica”. É pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Sumário

Agradecimentos – 9

Prefácio, por Muniz Sodré – 13

Introdução – 15

PARTE I

Capítulo 1 — Filosofia, pensamento ou gnose africana? – 21

Por uma gnose africana – 24

Filosofia africana: à guisa de um percurso histórico – 26

Da objetivação à subjetivação: a liberdade como fundamento – 30

A busca pela intersubjetivação e a filosofia da sagacidade – 35

Capítulo 2 — Tempos afrodiaspóricos: do presente em direção ao passado – 39

O tempo circular – 40

Tempo Terra – 46

Tempo espiralar, curvo e cíclico – 48

Tempo curvo x linearidade ocidental – 52

Tempo espiralar e memória ancestral – 53

Tempo cíclico e cosmovisões africanas – 55

Corpo, performance e inscrição temporal – 57

Capítulo 3 — Tempo na gnose e nas diásporas africanas – 61

Cabo Verde: música, vínculos ancestrais e temporalidade espiralada – 66

Tempos afrodiaspóricos: temporalidade e comunidades de destino – 68

Tempo banto – 70

Tempo nagô – 77

Pensar Nagô: “uma filosofia ao toque de atabaques”– 84

Capítulo 4 — Tempo e vidas escravizadas – 91

Manoel Moçambique: um correeiro diante da vida e da morte – 92

Morrer pelas próprias mãos ou atravessar o Kalunga? – 99

Deolinda: gestos como gritos ecoados em direção ao futuro – 101

Joaquina: a justiça deve ser feita agora – 106

PARTE II

Capítulo 5 — Experiências do tempo – 113

Encruzilhadas do tempo –116

As culturas e o tempo – 120

Fenomenologia e aporéticas do tempo – 131

Aporética da temporalidade – 133

Entre Husserl e Kant – 137

Temporalidade, historialidade e intratemporalidade – 139

Tempo mítico – 141

Capítulo 6 — Tessituras históricas: entre a ordem e os estratos do tempo –145

Ordem do tempo – 146

A cronometria e a simetria do ciclo – 149

A cronografia – 151

A cronologia – 152

A cronosofia – 153

Tempo e temporalidades – 154

Entre a história e o tempo – 156

Tempo cíclico em Pomian – 159

Tempo cíclico: entre Pomian e Nêgo Bispo – 162

Estratos do tempo – 165

Circularidade temporal em Koselleck – 172

Considerações finais – 175

Referências bibliográficas 177

LISTA DE FIGURAS E QUADROS

Figura 1 – Cosmograma
Quadro 1 – Conceitos centrais na cosmovisão iorubá
Figura 2 – Manoel Moçambique



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