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Resistência Krenak
Haverá justiça de transição para os indígenas no Brasil?



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Sinopse

Resistência Krenak: Haverá justiça de transição para os indígenas no Brasil?

Em 1969, no auge da ditadura civil-militar, o Estado brasileiro instalou em Minas Gerais o Reformatório Agrícola Indígena Krenak — prisão e campo de trabalhos forçados destinado a indígenas considerados “desviantes” pelo regime. Tortura, deslocamento compulsório e apagamento cultural compuseram uma política sistemática de repressão que, décadas depois da redemocratização, segue ausente do debate público sobre memória e reparação.

É essa lacuna que Dora Nassif enfrenta neste livro. Partindo do caso Krenak, a autora examina os limites da justiça de transição brasileira e demonstra como os mecanismos de verdade, memória e reparação foram aplicados de forma seletiva, deixando de fora as dimensões coletivas, territoriais e cosmológicas das violações cometidas contra os povos originários. A análise articula a literatura clássica do campo — Ruti Teitel, Jon Elster, Paige Arthur, Pablo de Greiff — ao pensamento crítico de Joaquín Herrera Flores e, sobretudo, de Ailton Krenak, para quem resistir é “adiar o fim do mundo”.

Mais do que reconstituir uma trajetória histórica, o livro se debruça sobre disputas vivas: a Ação Civil Pública que reconheceu os Krenak como vítimas da ditadura e a controvérsia em torno da tese do marco temporal, prova de que a luta por justiça não se esgota no passado. Ao colocar as epistemologias indígenas no centro da discussão, Dora Nassif propõe algo mais radical do que uma atualização do vocabulário transicional — propõe uma reinvenção dos seus fundamentos.

Metadado adicionado por Kotter Editorial em 08/06/2026

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Metadados adicionados: 08/06/2026
Última alteração: 08/06/2026

Autores e Biografia

Nassif, Dora (Autor)

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