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Jurisvivência
Direito e Literatura na escrevivência de uma mulher preta, pobre e juíza



Jurisvivência, Escrevivência, Direito crítico, Justiça racial, Mulher negra, Epistemologias do Sul, Interseccionalidade, Literatura e Direito, Sistema judiciário brasileiro, Descolonização do saber


Sinopse

Flávia Martins de Carvalho ingressou na magistratura aos 44 anos, trazendo consigo a experiência de quem carrega na pele e na história os desafios de ser uma mulher negra em espaços de poder, como o Supremo Tribunal Federal (STF), onde assumiu o cargo de primeira juíza-ouvidora, e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao qual está vinculada. A partir de uma perspectiva crítica e situada, desenvolveu, nesta obra — fruto de sua tese de doutorado —, uma reflexão teórico-epistemológica que articula Direito e Literatura. Valendo-se da escrevivência, conceito elaborado por Conceição Evaristo, propõe a noção de Jurisvivência, com o objetivo de ampliar os horizontes da imaginação jurídica e reafirmar o Direito como ferramenta de promoção da justiça social, racial e de gênero, em consonância com os princípios constitucionais. A autora nos provoca a imaginar uma sociedade livre do racismo e de outras formas de discriminação, e aponta, com coragem e sensibilidade, trilhas para tornar esse sonho possível.

Metadado adicionado por Editora Mostarda em 20/08/2025

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Metadados adicionados: 20/08/2025
Última alteração: 07/07/2026

Autores e Biografia

Carvalho, Flávia Martins de (Autor) - Flávia Martins de Carvalho é juíza de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Atuou como juíza auxiliar no Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2021 e 2026. Em 2023, fez história ao se tornar a primeira juíza-ouvidora do STF, posição a partir da qual tem defendido a inclusão, a diversidade e o fortalecimento da escuta democrática no Judiciário. Graduada em Comunicação Social pela UERJ e em Direito pela UFRJ, onde também concluiu o mestrado, obteve doutorado em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP, em 2024. Em sua tese, desenvolveu o conceito de “jurisvivência”, inspirado na escrevivência, para valorizar as experiências de mulheres negras no campo jurídico e propor um Direito mais sensível à justiça social, racial e de gênero. Além de sua produção intelectual, Flávia coordenou o projeto “STF na Escola”, que aproximou estudantes do papel da Suprema Corte, da Constituição e da democracia. Em 2025, no 12º Encontro Nacional de Ouvidores Judiciais, defendeu as ouvidorias como espaços de diálogo capazes de aproximar o Judiciário de grupos historicamente marginalizados. Mulher negra da Baixada Fluminense, construiu uma trajetória marcada pela luta contra o racismo estrutural e pela promoção da representatividade no sistema de justiça brasileiro. Em 2026, ficou em 1º lugar entre os juízes selecionados pelo Poder Judiciário brasileiro para atuar em cooperação com Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, onde reside desde junho do mesmo ano.; Mezette, Pedro (Coordenador) , Therense, Fabiana (Coordenador)

Áreas do selo: AutoajudaEducaçãoHumanidadesTeoria e crítica literária

O selo Referência faz parte da Editora Mostarda com o objetivo de lançar temas atuais fora das temáticas propostas dentro do selo Mostarda

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